A paz de Jesus e o amor de Maria!!! A reflexão do texto a seguir está no Evangelho de São João 4;1-30.

Como sabemos, Samaria ficava no caminho entre Jerusalém e Nazaré. Enquanto os discípulos desceram para a cidade para fazer compras, Jesus ficou ali no poço que Jacó havia construído descansando. A Palavra nos diz que era a “sexta hora” (João 4;6), ou seja, ao meio dia. Essa era a hora em que a mulher Samaritana ia ao poço buscar água, pois, ela não buscava nos horários comuns, junto das outras mulheres, tinha seus vários e muitos motivos para isso. Essa função de buscar água era de exclusividade da mulher naquela época. A Samaritana ao ver Jesus junto à fonte não temeu, afinal Ele era um judeu, e judeus odiavam os samaritanos e os evitavam. Mas o que fez uma mulher ficar tão conhecida, sem ao menos o seu nome próprio parecer na passagem bíblica? Vejamos…

A Samaritana carregava uma tristeza em seu coração por ser uma mulher mal vista naquela época e na sua cidade, pois ela havia tido 5 maridos, e o que ela tinha não era dela. Na verdade ela não tinha encontrado o amor verdadeiro, certamente ela buscava preencher um vazio que ela desconhecia de onde vinha, e nem como preenchia, tornando-se uma mulher “VULNERÁVEL”.

Temos como significado da palavra vulnerável: ferido, sujeito a ser atacado, derrotado, frágil, prejudicado ou ofendido. Muitas de nós somos VULNERÁVEIS quando ainda não tivemos um verdadeiro encontro com Cristo, pois, o verdadeiro encontro com Cristo me faz encontrar-se comigo mesma, porque eu me permito ser desconstruída, e me permito ser reconstruída, remodelada, reformada, transformada de acordo com a vontade do Pai, e não de acordo com a minha própria vontade, a meu bel prazer. Para que isso aconteça, é preciso cuidar e sair da vida desregrada, colocar a casa interna em ordem (coração), para que na externa se reflita essa ordem.

Quando Jesus menciona os 5 maridos dela, Ele se refere aos deuses que se resumiam na palavra “Baal”,  e quando diz que aquele marido que ela tinha não era dela, Ele se apresentava como seu verdadeiro ESPOSO, como seu verdadeiro SENHOR, pois, até ali ela não havia encontrado um amor verdadeiro, puro e genuíno, o qual só encontramos em Cristo Jesus. E na nossa vulnerabilidade dos dias de hoje, permitimos que novos “Baals” nos cegam como em relacionamentos desregrados, sejam eles amorosos ou de amizades, ideologias que nos apresentam, costumes pregados que fogem da verdade de Cristo, além de tantas outras questões.

Ela se “ESCONDIA” de outras mulheres porque ela queria evitar conversas, evitar ser vista, mas ela não pôde esconder-se d’Aquele que a amava de verdade. Podemos nos esconder de tudo e de todos, mas existe um Deus que nos conhece no mais íntimo de nossos corações, e não nos julga pelo que já fomos ou fizemos, mas que nos ama e quer nos dar a vida eterna.

A Samaritana seria a mulher mais “IMPROVÁVEL” aos olhos humanos em ser a escolhida para anunciar a Cristo naquela cidade, ela era desmoralizada aos olhos alheios. Podemos ser o “improvável” hoje aos olhos alheios, porque nos julgam pelas nossas ações do passado, ou porque a nossa história não nos favorece, mas Deus nos mostra que para Ele não há diferenças, não há acepção, Ele ama todas as Suas filhas criadas por Ele, e por mais improvável que pareça você é filha eleita, separada, amada pelo Pai!

Como ja mencionei acima, apesar de parecer um trabalho árduo buscar água, era essa a função da mulher naquela época. Uma função um tanto profética, se analisarmos o simbolismo da água. Água é vida, e vida vem do sopro do Espírito de Deus. O Espírito por meio da Palavra nos revela a Vontade de Deus. Trazendo o significado dessa água, podemos dizer que nós mulheres trazemos vida para o lar, vida para as pessoas à nossa volta, e mais que isso, somos geradoras de vida, educadoras e formadoras de seres humanos. E a Samaritana naquela conversa era convertida pelo poder do Espírito Santo de Deus na pessoa de Cristo Jesus. Esse Espírito Santo de Deus nos coloca em movimento, tanto é que no mesmo instante ela sai para anunciar que conhecera o Messias. Ela foi para aquele povo o canal de graça e anúncio, ela bebe da água para depois partilhar e dividir com os outros aquela água viva.

Portanto, Deus quer um coração aberto e disposto a receber essa água viva que emana de Jesus, para que com ela possamos ter uma nova visão, sair do improvável e da vulnerabilidade, colocar a casa (coração) em ordem, fazer essa ordem refletir externamente, para que sejamos canal da graça na vida dos que nos cercam. Seja esse reflexo de Cristo na vida dos que te cercam!!! Deus abençoe a sua vida, e que Maria esteja a frente sempre!!

Autoria: Talita Karen S. Ribeiro